Desenvolvimento de Aplicação para Smartphone para a Auto-Gestão da Artrite Reumatóide

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Desenvolvimento de Aplicação para Smartphone para a Auto-Gestão da Artrite Reumatóide
Autor Ana Rita Pereira Azevedo
Orientador João Almeida Lopes Fonseca
Co-Orientador Áurea Rosa Nunes Pereira Lima
Data de Entrega 2014
URL http://hdl.handle.net/10216/76822
Palavras-chave Artrite Reumatoide, Autogestão, Aplicação Smartphone
Sumário

Introdução: A artrite reumatoide (AR) é uma doença crónica na qual as intervenções de autogestão são componentes essenciais de saúde para reduzir o impacto desta doença. Os Smartphones têm potencial para auxiliar nas tarefas de autogestão, em parte devido à ubiquidade, portabilidade, conectividade e capacidades destes dispositivos.


Objetivos: O objetivo principal deste trabalho foi desenvolver uma aplicação para Smartphone para auxiliar na autogestão da AR pelos Portugueses com esta doença. Este trabalho foi dividido nos seguintes estudos:


Estudo 1: Uma revisão da literatura foi realizada para analisar o estado atual da arte de aplicações para Smartphone para a autogestão da AR e revelou que a investigação sobre o desenvolvimento destas aplicações é escassa e não existe nenhuma aplicação deste tipo para os Portugueses com AR.


Estudo 2: Um estudo transversal descritivo foi realizado com 100 doentes com AR. Foi elaborado um questionário para a análise da utilidade de uma aplicação Smartphone para a autogestão da AR, da predisposição dos doentes para usar e pagar por esta e as características que a aplicação deverá ter. Foram efetuadas análises estatísticas descritivas e testes t de uma amostra. Este estudo incluiu mais mulheres (91,0%) e a idade média da população foi de 57,3 ± 11,9 anos. Os doentes referiram terem medo da perda de controlo sobre a doença (p=0,038), dificuldade em lidar com sentimentos de tristeza (p=0,005), e avaliaram a sua saúde global como má (p<0,001). A população apresentou regimes terapêuticos múltiplos (número de medicamentos para a AR de 5,0 (2,0-15,0)) e uma taxa de não adesão à terapêutica de 40,0%, principalmente devido a esquecimento (67,5%). Noventa e quatro doentes (94,0%) acreditavam que poderiam ter um papel mais ativo na autogestão da sua doença. A maioria dos doentes (86%) achavam útil desenvolver uma aplicação de autogestão da AR. Oitenta e três por cento estavam dispostos a utilizar uma aplicação de autogestão da AR e 82% pagariam por esta. As características mais citadas para a autogestão foram a informação sobre a doença e tratamento e a monitorização da doença e da qualidade de vida ao longo do tempo.


Estudo 3: O desenvolvimento da aplicação Smartphone – “Diário da AR” - incluiu as etapas de definição de requisitos funcionais, usando os resultados do questionário e a revisão da literatura, e de requisitos não-funcionais, criação de diagramas casos-uso e lista de eventos, identificação dos stakeholders do sistema e design da interface. O “Diário da AR” deverá permitir monitorizar e guardar a atividade da doença a longo-termo, fornecer conselhos passo-a-passo para viver melhor com AR e alertas para tomar a medicação ou outras tarefas, registar reações adversas de medicamentos e permitir a visualização do histórico e partilhar.


Conclusões: Este estudo sugere a utilidade e a predisposição dos doentes com AR de xii usar e pagar por uma aplicação Smartphone para auxiliar na autogestão da RA e fornece informação sobre as necessidades dos doentes. No geral, a aplicação tem potencial para ser um meio inovador para dotar os doentes a desenvolver capacidades de autogestão.