Melhorando o Diagnóstico em Apneia Obstrutiva do Sono com dados clínicos: uma abordagem Bayesiana

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Melhorando o Diagnóstico em Apneia Obstrutiva do Sono com dados clínicos: uma abordagem Bayesiana
Autor Daniela Filipa Ferreira dos Santos
Orientador Pedro Pereira Rodrigues
Co-Orientador Liliana Leite
Data de Entrega
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Palavras-chave Apneia obstrutiva do sono, Fatores de risco, Diagnóstico, Rede bayesiana, Modelo clínico, Sensibilidade, Especificidade
Resumo


Introdução: Na Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, o esforço respiratório é mantido mas há diminuição/ausência da ventilação devido à oclusão parcial/total da via aérea superior. Afeta 4% dos homens e 2% das mulheres da população mundial. Os principais fatores de risco são a obesidade, idade avançada e género masculino. O seu diagnóstico é baseado em sinais e sintomas durante um estudo do sono – polissonografia.


Objetivo: Definir um método auxiliar de diagnóstico que suporta a decisão de realizar polissonografia, baseado em sinais e sintomas, priorizando pacientes.


Métodos: A nossa amostra consiste nos pacientes referenciados para realizar polissonografia no Laboratório de Sono do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, entre janeiro e maio de 2015. Foi realizada uma revisão da literatura para definir as variáveis mais relevantes a serem recolhidas, num total de 39, divididas em demográficas, exame físico, história clínica e co morbilidades. Toda a informação clínica (diários e diagnósticos) foram extraídos do SAM e diretamente do Laboratório de Sono. Dois classificadores de redes Bayesianas foram utilizados: Naive Bayes e Tree augmented Naïve Bayes. Estes foram usados para construção dos modelos com as 39 variáveis ou com as variáveis selecionadas. Curva ROC, sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e negativo e validação cruzada foram analisadas. O software utilizado foi o R e SamIam.


Resultados: 241 pacientes foram estudados mas apenas 194 preenchiam os critérios de inclusão, com 123 (63%) homens e uma idade média de 58 anos. 66 (34%) pacientes apresentavam um resultado normal e 128 (66%) o diagnóstico de síndrome da apneia obstrutiva do sono. Um total de dois modelos foram avaliados: NB39 e NB13, TAN39 e TAN13. A sensibilidade e especificidade de cada modelo é a seguinte: NB39 – 75% e 57%, TAN39 – 82% e 55%, NB13 – 76% e 55% e TAN13 – 81% e 48%. O melhor modelo é o TAN39 com uma curva ROC de 79% e uma precisão de 73%. Ainda foi realizada a comparação entre os resultados obtidos e os modelos anteriormente realizados.


Discussão: As variáveis consideradas mais importantes, pela revisão da literatura, estão presentes neste estudo e é comprovado, mais uma vez, que a patologia necessita de mais atenção e resultados. 66 (34%) pacientes dos 194 apresentaram um resultado normal aquando realização de polissonografia. Vários fatores de risco e diagnósticos descritos estão de acordo com a literatura, como por exemplo, o género masculino, idade avançada, obesidade, perímetro cervical e abdominal aumentado, ressonar, apneias presenciadas, sensação de engasgamento e depressão. A procura constante por um modelo válido para rastreio dos pacientes com suspeita de apneia obstrutiva do sono deve continuar, levando à criação de um protocolo de avaliação de um modelo Bayesiano nos cuidados de saúde primários.