Sistemas de Informação de Enfermagem: um estudo sobre a relevância da informação para os médicos

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Sistemas de Informação de Enfermagem: um estudo sobre a relevância da informação para os médicos
Autor Liliana Andreia Neves da Mota
Orientador Filipe Miguel Soares Pereira
Co-Orientador
Data de Entrega 2010
URL http://hdl.handle.net/10216/55361
Palavras-chave Sistemas de informação de enfermagem, Documentação de enfermagem, Partilha de informação, Continuidade nos cuidados
Resumo

Introdução: A promoção da continuidade dos cuidados é um dos principais objectivos dos Sistemas de Informação (SI) clínicos. É fundamental que no desenho dos SI, se garantam os requisitos (estruturais e de conteúdo) centrados na informação relevante para efeitos da coordenação entre os vários profissionais envolvidos na assistência ao cliente. Defendemos que só é possível melhorar a qualidade, a quantidade e as estruturas que suportam a informação conhecendo-a e analisando-a.


Objectivos: i) Identificar e descrever a informação recolhida, processada e documentada pelos enfermeiros, que se mostra mais relevante para a actividade profissional dos médicos; ii) Identificar quais os repositórios daquela informação que releva para efeitos da actividade dos médicos; iii) Identificar o nível de acessibilidade percebido pelos médicos, acerca da informação que reportam como mais relevante.


Métodos: Estudo de investigação concretizado em duas fases, realizado no Departamento de Cirurgia do Hospital Santo António. A primeira fase alicerçou-se numa abordagem qualitativa e exploratória, com recurso à observação e a entrevistas com informantes–chave. A segunda fase baseou-se num estudo de perfil quantitativo, com recurso a questionários, utilizando uma amostra não probabilística (e de conveniência). Desta forma, evolui-se na produção de consensos em torno da relevância e acessibilidade da informação.


Resultados: A informação documentada pelos enfermeiros e mais relevante para os médicos agrega-se em quatro categorias: “Complicações e preparação do regresso a casa”, “Parâmetros de vigilância”, “Medicação” e “Controlo da dor”. O Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem configura o repositório, por excelência, daquela informação. Contudo, em termos de acessibilidade, os dados mais relevantes para os médicos, na sua apresentação no SI em uso, incorporam algumas limitações.


Discussão/Conclusão: Os resultados deste estudo podem ser úteis para o desenho e (re)engenharia dos modelos de partilha de informação entre enfermeiros e médicos, concorrendo, assim, para a interoperabilidade entre aplicativos e, desta forma, melhorando a continuidade e qualidade dos cuidados.