Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero

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HISTÓRICO

SISCOLO - Sistema de Informação do Controle do Câncer do Colo do Útero [1]: No Brasil, o Ministério da Saúde com o objetivo de implementar ações de controle para o câncer de colo do útero, desenvolveu em 1997 um projeto piloto em seis localidades (Curitiba, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Belém) e no Estado de Sergipe em janeiro de 1998. Em 1998, com a introdução do SISCOLO este projeto foi intensificado e em 1999/2000 foram criadas coordenações estaduais do Programa Viva Mulher, que neste início priorizava o câncer de colo do útero em relação aos outros tipos de câncer. O sistema foi desenvolvido pelo Departamento de Informática do SUS - DATASUS, em parceria com o Instituto Nacional do Câncer- INCA, atualmente está com a versão do SISCOLO(4.2). O sistema é composto pelo módulo prestado de serviço e coordenação (Regional, Municipal e Estadual). Estão disponíveis para os serviços e coordenações do programa nos três níveis de gestão, com a finalidade de atender e apoiar a rede no gerenciamento e acompanhamento do programa de controle do câncer de colo do útero de uma forma global, seja no rastreamento, investigação ou tratamento. Coleta e processa informações sobre identificação de pacientes e laudos de exames citopatológicos e histopatológicos, fornecendo dados para o monitoramento externo da qualidade dos exames, e assim orientando os gerentes estaduais do Programa sobre a qualidade dos laboratórios responsáveis pela leitura dos exames no município. Para auxiliar na implantação de ambos os sistemas foram elaborados os manuais operacionais, disponíveis na página do DATASUS [2]

LEGISLAÇÕES: Portaria MS/GM de Nº 3.040, de 21/06/1998 [3]  Art. 1º Institui o Programa Nacional de Combate ao Câncer de Colo Uterino.

Portaria MS/SAS nº 287, de 24/04/2006 [4]  Estabelece fluxo para envio, avaliação e atualização da base nacional de dados do Siscolo;


OBJETIVO

O sistema foi desenvolvido com a finalidade de dotar os laboratórios de uma ferramenta informatizada que permitisse a emissão dos laudos de exames Citopatológicos e Histopatológicos, o gerenciamento da quantidade de exames finalizados em aberto por período e geração de disquetes para exportação dos dados e coletas.


O Papel do Sistema de Informação no Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero

Um ponto essencial do Programa é o desenvolvimento de ações estratégicas para sistematizar a obtenção de dados, que permitirão avaliar e monitorar a evolução e o desfecho do mesmo. Por meio da organização de um sistema de avaliação, busca-se obter dados que permita aferi-lo quantitativa e qualitativamente. Nesse ponto o sistema informatizado SISCOLO destaca-se como um importante instrumento de avaliação. Com os dados fornecidos pelo sistema é possível acompanhar o desenvolvimento das ações do plano de controle do câncer de colo do útero, ou seja, avaliar através de indicadores se a população alvo está sendo atingida, qual a prevalência das lesões precursoras entre as mulheres diagnosticadas, qual a qualidade da coleta destes exames (adequabilidade e monitoramento externo), qual o percentual de mulheres que estão sendo tratadas/acompanhadas. Também pode indiretamente fornecer dados para avaliar a captação (mulheres novas) e cobertura (mulheres atingidas) do programa de rastreamento. Desta forma, o SISCOLO é uma importante ferramenta para o gestor na avaliação e planejamento das ações a serem realizadas: identificar serviços ou áreas mais necessitadas de capacitação, áreas com problemas de acompanhamento e encaminhamento das mulheres, problemas de qualidade de coleta e processamento das lâminas, etc. A estruturação da rede SISCOLO no país é essencial para apoiar a rede de gerenciamento no que se refere ao acompanhamento da evolução do programa.


BENEFÍCIOS E FUNCIONALIDADE

• Obtém informações diversas dos exames realizados;

• Auxilia a conferência dos valores de exames pagos em relação aos dados dos exames apresentados;

• Apóia a rede de gerenciamento no acompanhamento da evolução do programa;

• Dissemina informações em saúde para Gestão e Controle Social do SUS bem como para apoio à Pesquisa em Saúde;

• Atua na manutenção das bases nacionais do Sistema de Informações de Saúde;

• Oferece consulta para a elaboração de sistemas do planejamento, controle e operação do SUS;

• Emite laudo de exames citopatológicos e histopatológicos;

• Gera relatórios de produção laboratorial por período desejado.


AMBIENTE OPERACIONAL

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FLUXO DO SISCOLO

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APLICABILIDADE DO SISTEMA

• Padronização do Laudo de Cito/Histopatologia;

• Identificação e Acompanhamento das mulheres com laudos alterados(Busca ativa e Seguimento);

• Importante ferramenta para o gestor planejar as ações de controle e combate ao cancer do colo do útero;

• Construção de Indicadores:

• Razão entre o numero de exames e população prioritária de 25 a 59 anos;

• Proporção de Exames Insatisfatórios;

• Percentual de Tratamento/Seguimento das LES de Alto Grau.