Diferenças entre edições de "Sistema de apoio telefónico aos doentes com Cancro do Cólon Rectal em tratamento e seguimento"

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Edição atual desde as 17h40min de 31 de maio de 2016

Sistema de apoio telefónico aos doentes com Cancro do Cólon Rectal em tratamento e seguimento
Autor Maria José Silva Dias
Orientador Pedro Pereira Rodrigues, Lúcio Santos
Co-Orientador
Data de Entrega 2011/10
URL http://hdl.handle.net/10216/62225
Palavras-chave Sistemas de informação, Oncologia
Resumo

Introdução
O desenvolvimento da tecnologia tem tido um aumento significativo nos últimos anos, porém, a sua aplicação na área da saúde, ainda não é sentida em todas as áreas, como é o caso do tratamento do cancro. No sentido de colmatar esta lacuna, foi criado um Sistema de apoio telefónico, com o intuito de melhorar a qualidade dos cuidados prestados a estes doentes. O presente estudo foi realizado para perceber o funcionamento e a utilidade deste Sistema de Informação inovador. Foi realizado em doentes oncológicos, com patologia do cólon e recto a realizar tratamento de quimioterapia ou em follow up, após terem sido submetidos a cirurgia.


Objectivo
O estudo tem por objectivo descrever a população inserida no projecto, identificar possíveis problemas relacionados com o sistema de informação em saúde (SIS), apresentar recomendações para o seu desenvolvimento.


Métodos
O estudo foi realizado no Instituto Português de Oncologia – Porto (IPO) durante 3 meses. O SIS foi utilizado por enfermeiras para registar os efeitos secundários do tratamento de quimioterapia e vigiar os doentes em follow up. Foram incluídos 67 doentes, 49 em tratamento de quimioterapia e 18 em follow up, correspondente a 181 chamadas telefónicas.


Resultados
A mediana das idades é de 64 anos para os doentes em tratamento de quimioterapia e 75 anos para doentes tem follow up, 41.8% dos doentes da amostra são portadores de cancro do recto. Foram descritas as chamadas telefónicas realizadas e verificados os registos de efeitos secundários do tratamento de quimioterapia. Da totalidade dos doentes a realizar tratamento sistémico, 60.4% apresentam efeitos secundários, enquanto que os doentes em tratamento de quimioterapia oral, 45.2% apresentam efeitos secundários. Em comparação, os doentes de tratamento oral apresentam menor percentagem de efeitos secundários (51.6%), em relação aos doentes do tratamento sistémico, 28.7% não apresentam efeitos secundários. Da totalidade das chamadas, 18 foram consideras extra protocolo. A maioria foram realizadas a doentes que referiram efeitos adversos ao tratamento (88.9%) e as restantes para avaliação de adesão ao esquema terapêutico. Para além do estudo das chamadas telefónicas, foi também estudado a capacidade de registo do sistema de informação. O sistema de informação registou 66.7% da informação sobre prescrição de medicação de suporte e a adesão dos doentes à mesma. O registo de informação dos efeitos secundários foi de 93.5% para o tratamento oral e 69.3% para o tratamento sistémico.


Discussão
Aproximadamente metade da população utilizada para o estudo é portadora de cancro do recto; os tratamentos diferem consoante a patologia e o seu estadio e são realizados os tratamentos que se dividem em 3 protocolos (neoadjuvante, adjuvante e paliativo). Por causa desta divisão de protocolos, os doentes realizam tratamento antes e após a cirurgia (tratamento neo-adjuvante e adjuvante). Como o sistema de informação permite a alteração de protocolos em cada doente, os doentes com cancro do recto são inseridos no programa de atendimento telefónico nestas duas fases de tratamento, o que pode justificar o número de doentes inseridos com cancro do recto. Com a descrição das chamadas telefónicas realizadas é possível perceber que são realizadas, com mais frequência, chamadas a doentes a realizar tratamento oral do que são realizadas chamadas a doentes em tratamento sistémico. As chamadas extra protocolo foram utilizadas para avaliar a condição do doente após ter referido efeitos secundários ao tratamento ou para avaliar a adesão ao esquema terapêutico, no caso do tratamento oral em que o seguimento do doente em consulta presencial é mais alargado. A informação registada no sistema de informação sobre a medicação prescrita e adesão dos doentes à medicação é um resultado favorável para o sistema de informação; no entanto, a lacuna existente está presente por falta de campos de registo. Este resultado foi favorável devido à prática de enfermagem, que alterou os locais de registo no sistema de informação de modo a ser possível colmatar esta falha. Como recomendações major para o sistema de informação estão a melhoria da aplicação para a alteração de protocolos sem que seja necessário apagar todos os registos das actividades anteriores, o sistema de informação deveria comportar informação suficiente relativa às datas de hospital de dia e consultas presenciais para que não fosse necessário utilizar o sistema de informação em saúde da instituição, assim como possuir um calendário que automaticamente bloqueasse os dias em que o doente não pode receber as chamadas. A possibilidade de criar dois protocolos em simultâneo para o mesmo doente deveria estar bloqueada. O único local de registo de sintomas está criado especificamente para o tratamento oral; cada esquema terapêutico deveria possuir um campo de registo com informação relativa aos efeitos secundários específicos do esquema terapêutico.


Conclusão
Os resultados descritos demonstram benefícios para todos os doentes inseridos nos estudos, assim como para a comunicação entre doentes e equipa de profissionais de saúde; As limitações encontradas para o sistema de informação podem ser colmatadas de modo a ser possível desenvolver favoravelmente o sistema de informação e ser possível mantê-lo em actuação.